Insatisfação com administração de Alan Guedes já atinge até a base aliada

A administração do prefeito Alan Guedes (PP) no comando da maior cidade de interior de Mato Grosso do Sul completou seis meses no dia 1º deste mês. Apesar da “terra arrasada” que herdou de Délia Razuk e de passar pela pior fase da pandemia de covid-19, o atual gestor conseguiu alguns avanços, mas vem se tornando alvo da insatisfação de moradores e até de vereadores da base aliada.

As principais críticas direcionadas ao prefeito do PP se referem aos gargalos da gestão pública que Alan e seus secretários não conseguem resolver.

Nos programas populares das emissoras de rádio e nas redes sociais, as reclamações vão de falta de medicamentos básicos nos postos de saúde à demora para se conseguir uma simples poda de árvore ou a troca de lâmpada da iluminação pública.

Bombardeada por oposicionistas e até por vereadores que se declaram “independentes”, inclusive pela demora em responder aos requerimentos apresentados no Legislativo, a administração municipal já recebe críticas até mesmo de integrantes da tropa de choque do prefeito na Câmara.

Na sessão de ontem, o vereador Cemar Arnal (Solidariedade) reclamou da dificuldade enfrentada pelos moradores para conseguir a poda de árvore e substituição de lâmpadas queimadas nos bairros, apesar da arrecadação milionária do município com a taxa de iluminação pública.

“Talvez uma troca de lâmpada pareça insignificante, mas aquela lâmpada na frente da casa é importantíssima para aquele morador. Aquela árvore na frente de casa que pode cair com vendaval também é importantíssima, mas tem aquele processo [para a poda ser feita] de mais de ano”, reclamou.

Ele continuou: “o secretário vai lá olhar, fala que vai cortar, depois fica aquela verdadeira novela, aí deixa o morador desmotivado”.

Cemar Arnal deixou claro que diante do atual cenário da administração, o prefeito vai enfrentar dificuldade para conseguir aprovar na Câmara a taxa de lixo, cujo projeto está sendo preparado pelo Executivo.

“Essa taxa vai chegar na Câmara. Imagina o vereador que tem aquele companheiro, aquele morador que tem o comércio dele, e vai ter que pagar mais um imposto e não consegue cortar a árvore da casa dele? Isso deixa o vereador desmotivado”, afirmou Cemar Arnal.

A taxa citada pelo vereador está prevista no Novo Marco do Saneamento, sancionado pelo Governo Federal em julho de 2020. Os municípios são obrigados a implantar a tarifa.

Dentre as previsões da nova legislação está a cobrança de taxa ou tarifa de lixo pelos municípios brasileiros. A intenção da cobrança prevê o aumento da capacidade econômica dos serviços de manejo de resíduos sólidos nos municípios.

O prazo estabelecido pelo Novo Marco para que a cobrança da taxa ou tarifa seja implementada ficou definido para 15 de julho de 2021.

Segundo o Novo Marco do Saneamento, a cobrança pública decorrente da prestação de serviço de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos pode se dar por meio de taxa ou tarifa, conforme o regime de prestação do serviço ou das suas atividades. Dourados é uma das poucas cidades de MS que ainda não cobram a taxa.

 

Fonte: Douradosinforma